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23 de setembro de 2014

Os meus Outonos



Lembro-me das mesas de madeira, da escola primária onde colocávamos as folhas secas e os ouriços das castanhas. A professora pedia-nos que fizessemos postais e, todos juntos, preparavamos o magusto. Há um cheiro próprio desta estação e a luz também se modifica para dar lugar à noite antecipada.
Passeava, de mão dada, às mãos enrugadas dos Avós à volta do estádio que, agora, está diferente. Comprava roupa de meia-estação, estação essa que hoje não existe. Aprendi que adorava (e continuo a adorar!) o som estaladiço das folhas secas.
E depois, a Avó fazia chá de limonete (eu não gostava nada de chá) mas este continua a ser um dos símbolos da casa dos Avós, bem como as bolachinhas que, só se comem depois do pão. Era o tempo em que a família se reunia à mesa. E riamos. Riamos muito (como ainda hoje fazemos).
Sobretudo aprendi que é o Outono que recebe o Natal e, por isso, transporta uma magia inexplicável.
São estas as memórias de quem cresceu no tempo em que havia estações.

Quais são as vossas memórias?

23 de julho de 2014

Se tu és diferente de mim...



Ontem, enquanto lia um pequeno livrinho, deparei-me com esta frase maravilhosa: 'se tu és diferente de mim, não me diminuis, enriqueces-me' de Saint-Exúpery; Como ficar indiferente a algo tão simples mas tão cheio de significado?
Temos tendência a olhar o outro de forma negativa, a apontar o que é distinto como defeito. Tenho tentado fazer um pequeno exercício que, nem sempre é fácil, mas que não deixa de trazer os seus frutos: não deixar que a diferença do outro se torne, para mim, motivo de afastamento; é ao acolher a verdade dos demais que aprendemos e percebemos outros pontos de vista.

E assim, juntos, poderemos crescer.